Apesar dos grandes avanços alcançados, o sangramento continua sendo uma das principais complicações em cirurgia cardíaca, particularmente com o advento de procedimentos mais complexos, com períodos prolongados de circulação extracorpórea e intervenções em pacientes agudamente descompensados. Além da elevação dos custos hospitalares, a transfusão de sangue e hemoderivados e a revisão cirúrgica de hemostasia incrementam significativamente a morbidade e a mortalidade. Leia mais
Nesse estudo o autor mostra a importância da identificação precoce do problema e a necessidade da instituição de protocolos universais para o melhor planejamento do cuidado.
2 de abr. de 2008
Risco de Sangramento em Cirurgia Cardíaca
18 de mar. de 2008
Características do fumante
O artigo “Características psicológicas associadas ao comportamento de fumar tabaco”, de Regina de Cássia Rondina, da Faculdade de Ciências da Saúde/Associação Cultural e Educacional de Garça, Ricardo Gorayeb, Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo, e Clóvis Botelho, da Universidade Federal de Mato Grosso, apresenta uma revisão da literatura sobre a psicologia do tabagismo, destacando características de personalidade do fumante como um dos obstáculos à cessação do tabagismo. Descreve-se a relação entre tabagismo e personalidade e, a seguir, a relação do tabagismo com os principais transtornos psiquiátricos. Estudos revelam que os fumantes tendem a ser mais extrovertidos, ansiosos, tensos, impulsivos e com mais traços de neuroticismo e psicoticismo, em comparação a ex-fumantes e não- fumantes. A literatura revela, ainda, forte associação entre tabagismo e transtornos mentais, como esquizofrenia e depressão, entre outros.
Jornal Brasileiro de Pneumologia – v. 33 – nº 5 – São Paulo – set./out. 2007
www.revistapesquisa.fapesp.br/scielo/145/pneumologia.htm
10 de mar. de 2008
Alto custo de um medicamento de câncer
A recente aprovação do órgão regulador do mercado de alimentos e remédios dos Estados Unidos, o Food and Drug Administration (FDA), do Avastin, um medicamento muito caro que trata casos avançados de câncer de mama, levantou sérias questões para mulheres, seus médicos e para todo o sistema de saúde.
A droga já havia sido aprovada para o tratamento de câncer de cólon e de pulmão, de modo a estender a vida de pacientes em alguns meses. Agora, o FDA concedeu ao Avastin uma “aprovação acelerada” para o uso em casos avançados de câncer de mama, sob fundamentos de um julgamento médico, que revelou que a droga retarda o progresso da doença, mas que não estende de forma significativa a vida dos pacientes.
O estudo mostra que, quando utilizado juntamente com outro remédio de câncer, o Avastin quase dobra a sobrevivência livre de progressão. O medicamento ainda duplica o número de mulheres cujos tumores se contraem se forma significativa.
O Avastin não aumenta a porcentagem de sobrevivência total e causa sérios efeitos colaterais, podendo desencadear talvez meia dúzia de mortes. Isso parece uma modesta base dos estudos médicos para a aprovação do complemento pendente. Há ainda dúvidas se a segurar com dificuldades o progresso do tumor em mais de cinco meses e meio poderia agravar ainda mais os efeitos colaterais tóxicos.
O medicamento já foi prescrito para cerca de 11 mil mulheres norte-americanas com câncer de mama em estado avançado. No entanto, a última aprovação deve aumentar o uso do Avastin entre 43 mil mulheres candidatas ao tratamento. Os custos podem ser gigantescos. A Genentech cobra anualmente cerca de US$ 92 mil de pacientes com câncer de mama. Para mulheres com uma renda familiar anual abaixo de US$ 100 mil, os custos chegam a US$ 55 mil por ano.
A companhia argumenta que o Avastin surgiu após muitos anos de pesquisas muito caras. Ela ainda não reivindica que o medicamento é um custo benefício para o tratamento do câncer em estado avançado, mas acredita que claramente será vantajoso se mostrar eficácia nos estágios iniciais da doença.
O Serviço Nacional de Saúde da Inglaterra negou o pagamento do Avastin para pacientes com câncer de mama. Se este país deseja de fato manter os custos de serviços de saúde sob controle, deve estabelecer um caminho que determine quais os tratamentos mais caros e mais baratos oferecidos. O caso Avastin é apenas um alerta de como isso pode ser difícil.
The New York Times